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Auxílio-doença após um AVC: quem tem direito, carência e como solicitar ao INSS

Saiba como funciona o auxílio-doença para quem sofreu um AVC, os requisitos de qualidade de segurado e carência e o passo a passo para solicitar no INSS.

Por Equipe FocoPrev
Homem adulto em recuperação sentado em uma poltrona perto de uma janela, com familiar segurando sua mão em gesto de apoio, luz natural suave de fim de tarde, ambiente doméstico acolhedor e fundo levemente desfocado
Homem adulto em recuperação sentado em uma poltrona perto de uma janela, com familiar segurando sua mão em gesto de apoio, luz natural suave de fim de tarde, ambiente doméstico acolhedor e fundo levemente desfocado

O AVC (acidente vascular cerebral) costuma deixar sequelas que impedem o retorno imediato ao trabalho, e nesses casos o segurado pode ter direito ao auxílio-doença, hoje chamado de auxílio por incapacidade temporária. Veja quem tem direito, quais requisitos o INSS exige e como fazer o pedido.

1. Quem tem direito ao benefício

O auxílio-doença é pago ao segurado que fica temporariamente incapaz para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos. Após um AVC, a incapacidade é avaliada caso a caso, conforme as sequelas (motoras, de fala ou cognitivas) e a função exercida.

Para ter direito, é preciso cumprir três condições básicas:

  • Ter qualidade de segurado na data do início da incapacidade.
  • Comprovar a incapacidade para o trabalho em perícia médica.
  • Cumprir a carência exigida, quando aplicável.

2. Carência: quando o AVC dispensa a exigência

A regra geral do auxílio-doença exige 12 contribuições mensais de carência. No entanto, quando a incapacidade decorre de acidente (de qualquer natureza) ou de doença grave prevista em lista oficial, a carência pode ser dispensada.

O AVC pode, a depender da gravidade e da causa, se enquadrar em situações que afastam a exigência de carência. Como isso depende da análise médica e documental, confirme o seu caso no Meu INSS antes de dar entrada.

Se quiser verificar se a sua situação dispensa o período mínimo de contribuições, veja o artigo sobre doenças que dispensam carência no INSS.

3. Qual o valor e a duração

O valor é calculado com base na média dos salários de contribuição, respeitando o teto e o piso previdenciários. A duração depende da data de cessação definida pela perícia, que estima quanto tempo o segurado ficará incapaz. Se a recuperação não ocorrer no prazo, é possível pedir a prorrogação.

Para ter uma estimativa do valor, use a nossa Calculadora de Auxílio-Doença e reúna os documentos com o Checklist de Documentos do INSS.

4. Como solicitar e o que levar à perícia

O pedido é feito pelo aplicativo ou site Meu INSS ou pela central 135. Para a perícia médica, reúna:

  1. Laudos e relatórios médicos detalhando o AVC e as sequelas.
  2. Exames de imagem e prescrições de tratamento.
  3. Documentos pessoais e, se for o caso, a comunicação do afastamento pelo empregador.

Quanto mais completo o laudo, maior a chance de reconhecimento da incapacidade. Um relatório que descreve as limitações funcionais ajuda o perito a entender o impacto no trabalho.

Antes de pedir, organize seus laudos e exames

A perícia decide o benefício com base nos documentos médicos, então leve laudos recentes e detalhados sobre as sequelas do AVC. Se o benefício for negado, conheça os caminhos para recorrer de um benefício negado pelo INSS e veja outros direitos no hub de notícias do FocoPrev.

EF

Autor

Equipe FocoPrev

Redação Especializada em Previdência

Time de jornalismo de utilidade pública dedicado a traduzir a legislação previdenciária para o cidadão, com base em fontes oficiais (INSS, Dataprev e Diário Oficial da União).

Artigo revisado por Brenda Gutierres , consultora previdenciária. Consultora previdenciária especialista em regimes de previdência e cálculo de benefícios. Revisa tecnicamente o conteúdo publicado no FocoPrev.

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