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Perícia médica documental do INSS: quando o atestado substitui a perícia presencial

Entenda como funciona a perícia médica documental do INSS, quem pode ser avaliado só por atestados e exames, e os cuidados para não ter o benefício negado.

Por Equipe FocoPrev
Homem de meia-idade em casa lendo um documento do INSS na tela do celular, sentado à mesa da sala com atestados médicos organizados ao lado, luz natural suave da janela, expressão atenta
Homem de meia-idade em casa lendo um documento do INSS na tela do celular, sentado à mesa da sala com atestados médicos organizados ao lado, luz natural suave da janela, expressão atenta

A perícia médica documental é a análise do pedido de auxílio-doença feita pelo médico perito do INSS a partir de atestados e exames enviados pela internet, sem que o segurado precise comparecer presencialmente à agência. Veja quando ela é usada, como enviar os documentos e o que fazer se o pedido for negado.

1. O que é a perícia documental

Em vez de marcar um exame presencial, o INSS pode avaliar a incapacidade só com base nos documentos médicos anexados ao requerimento pelo aplicativo ou site Meu INSS. O perito analisa o quadro descrito no atestado, o CID informado e o tempo de afastamento sugerido pelo médico assistente para decidir se concede o benefício, prorroga um afastamento já em curso ou converte o caso em perícia presencial.

2. Quando o INSS costuma usar essa modalidade

  • Em pedidos de prorrogação de um auxílio-doença já concedido, quando o segurado ainda está incapacitado ao fim do prazo estimado.
  • Em situações de excesso de demanda por perícia presencial em determinadas regiões, quando o INSS libera a análise por documentos para desafogar a fila.
  • Para segurados que já possuem histórico do mesmo diagnóstico registrado em perícias anteriores.

A escolha entre perícia documental e presencial é feita pelo próprio INSS, conforme a disponibilidade e a análise do caso. O segurado não escolhe a modalidade ao fazer o requerimento.

3. Como enviar os documentos corretamente

  • Atestado médico legível, com CID, data de início da incapacidade, tempo estimado de afastamento, carimbo e assinatura (ou identificação do médico com número do conselho).
  • Exames e laudos complementares que sustentem o diagnóstico, como ressonâncias, laudos de especialistas ou relatórios de internação.
  • Relatório médico detalhado quando o quadro exigir explicação sobre a limitação funcional, e não apenas o nome da doença.
  • Envio pelo Meu INSS, na opção de anexar documentos ao requerimento ou à prorrogação, sempre em arquivos nítidos e completos.

Cuidado com atestados incompletos

Atestado sem CID, sem data de início da incapacidade ou com letra ilegível é a principal causa de indeferimento na análise documental. Antes de enviar, confira se o documento responde a três perguntas: qual é a doença, desde quando incapacita e por quanto tempo o médico assistente recomenda o afastamento.

4. O que fazer se o pedido for negado

Quando a análise documental resulta em indeferimento, o segurado pode:

  • Pedir reconsideração ao próprio INSS, anexando documentos que comprovem melhor a incapacidade.
  • Apresentar recurso administrativo à Junta de Recursos, caso a reconsideração também seja negada.
  • Reunir novos exames e relatórios que faltaram na primeira análise, já que boa parte dos indeferimentos documentais decorre de documentação insuficiente.

Use o nosso Guia de Prazos e Recursos do INSS para não perder o prazo de contestação.

Estime o valor do benefício antes de recorrer

Reunidos os documentos, use a nossa Calculadora de Auxílio-Doença para estimar o valor a que você tem direito, e confira outras orientações sobre benefícios por incapacidade nas notícias do FocoPrev.

EF

Autor

Equipe FocoPrev

Redação Especializada em Previdência

Time de jornalismo de utilidade pública dedicado a traduzir a legislação previdenciária para o cidadão, com base em fontes oficiais (INSS, Dataprev e Diário Oficial da União).

Artigo revisado por Brenda Gutierres , consultora previdenciária. Consultora previdenciária especialista em regimes de previdência e cálculo de benefícios. Revisa tecnicamente o conteúdo publicado no FocoPrev.

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