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Auxílio-doença para doença renal crônica: quem tem direito e como comprovar

Veja como o segurado com doença renal crônica recebe o auxílio por incapacidade temporária, a dispensa de carência e como comprovar a doença no INSS.

Por Equipe FocoPrev
Homem adulto em sessão de hemodiálise sentado em poltrona clínica, braço conectado ao equipamento, enfermeira ao fundo levemente desfocada, luz suave de janela, expressão serena e tranquila
Homem adulto em sessão de hemodiálise sentado em poltrona clínica, braço conectado ao equipamento, enfermeira ao fundo levemente desfocada, luz suave de janela, expressão serena e tranquila

O auxílio-doença para doença renal crônica é o benefício por incapacidade temporária pago ao segurado do INSS que precisa se afastar do trabalho por causa da insuficiência renal, especialmente quando faz hemodiálise ou aguarda transplante. A nefropatia grave está na lista de doenças que dispensam carência, o que facilita o acesso ao benefício. Veja como funciona.

1. Quem tem direito ao benefício

Para receber o auxílio por incapacidade temporária (o antigo auxílio-doença), o trabalhador precisa cumprir três condições:

  • Ter qualidade de segurado do INSS na data do afastamento.
  • Estar incapaz para o trabalho de forma temporária, comprovado em perícia médica.
  • Ter passado pela carência, quando exigida (veja o tópico seguinte).

A doença renal crônica pode gerar incapacidade quando o tratamento de hemodiálise, a fadiga e as restrições clínicas impedem a pessoa de exercer sua atividade habitual. Cada caso é avaliado individualmente pela perícia.

2. A doença renal crônica dispensa carência?

Sim. A nefropatia grave consta na lista de doenças que dispensam a carência de 12 contribuições exigida na maioria dos benefícios por incapacidade. Isso significa que, cumprindo a qualidade de segurado, o trabalhador pode ter direito ao benefício mesmo com poucas contribuições, desde que a perícia reconheça a gravidade do quadro.

A dispensa vale para a nefropatia considerada grave pela perícia médica. Um problema renal leve, sem incapacidade, não gera automaticamente o direito ao benefício.

Confira as regras de tempo mínimo na nossa Tabela de Carência dos Benefícios.

3. Como comprovar a doença na perícia

A concessão depende da perícia médica do INSS, que analisa laudos e exames. Leve o máximo de documentação possível:

  • Laudo do nefrologista com o diagnóstico (CID) e o estágio da doença.
  • Comprovantes do tratamento (sessões de hemodiálise, receitas, relatórios).
  • Exames laboratoriais recentes que demonstrem a função renal.
  • Atestados que indiquem o período de afastamento recomendado.

4. Quando o benefício pode virar aposentadoria

Se a perícia concluir que a incapacidade é total e permanente, sem possibilidade de reabilitação, o benefício pode ser convertido em aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez). Além disso, aposentados por nefropatia grave podem ter direito à isenção de Imposto de Renda, conforme a legislação vigente.

Antes de dar entrada, estime o valor e confira seus direitos

Simule uma estimativa do benefício na nossa Calculadora de Auxílio-Doença e entenda quais quadros liberam o acesso mais rápido no artigo sobre doenças que dispensam carência. Para conhecer o benefício em detalhes, veja o guia do auxílio-doença e explore as demais notícias do FocoPrev.

EF

Autor

Equipe FocoPrev

Redação Especializada em Previdência

Time de jornalismo de utilidade pública dedicado a traduzir a legislação previdenciária para o cidadão, com base em fontes oficiais (INSS, Dataprev e Diário Oficial da União).

Artigo revisado por Brenda Gutierres , consultora previdenciária. Consultora previdenciária especialista em regimes de previdência e cálculo de benefícios. Revisa tecnicamente o conteúdo publicado no FocoPrev.

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